A preocupação com as
questões ambientais de maneira mais global se tornou nítida apenas a partir da
metade do século XX, quando se passou a perceber o quão importante seria a
conservação dos bens ambientais, uma vez que não renováveis.
É irrevogável a idéia atual
da chamada crise ambiental, haja vista que somos constantemente bombardeados
por notícias midiáticas acerca de catástrofes, aquecimento global, extinção
acelerada das espécies animais e demais formas de expressão agonizante advindas
da natureza.
Uma
grande parte da sociedade moderna guarda o péssimo costume de supervalorizar o
Estado, colocando toda a responsabilidade política, social e socioambiental nas
mãos dele. Contudo, devemos lembrar que além da responsabilidade do Estado,
existem também os deveres dos cidadãos, que, em especial, no que diz respeito
às questões ambientais, podem sim surtir muitos efeitos positivos.
A
crise ambiental existe, ela é notória e não escolhe cor, raça, religião ou
classe social, ela é uma crise que perpassa as fronteiras sociais, por isso, a
mudança desse cenário se dá a partir de um trabalho de todos os seres humanos e
não só dos representantes do Estado, o qual não deverá, entretanto, se abster
de suas responsabilidades.
Com pequenos gestos de educação ambiental,
poderemos recuperar partes de um meio ambiente já debilitado. Podemos usar a
dita consciência cidadã para melhorar a qualidade do meio ambiente e
consequentemente a nossa qualidade de vida e das gerações futuras.
Portanto,
surge a pergunta: Quais são esses gestos?
Simples!
Olhemos para o meio ambiente como se ele fosse o quintal das nossas casas, ou
melhor, como se ele fosse um parente bem próximo, como um filho, ou um neto.
Assim, poderemos passar um pouco da nossa afetividade humana para com o espaço
em que vivemos e que várias outras gerações terão o mesmo direito que nós: o de
viver com qualidade de vida, desde que mantida a preocupação com a qualidade do
ar, da água, do solo e das demais espécies animais.
A
partir do momento em que olharmos o meio ambiente desta maneira, iremos começar
a fazer a nossa parte para tentar recuperá-lo.
Mais
uma pergunta surge: Por onde começar?
Através
de mudanças de atitudes, o que não significa nos tornarmos “cidadãos verdes”, ou
ambientalistas radicais para fazermos a nossa parte, simplesmente sejamos
cidadãos. Um cidadão se preocupa com a melhor maneira de coletar o seu lixo,
com a quantidade de água que consome de maneira desnecessária e, também, com vistas
a oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus filhos, netos e bisnetos.
Por isso, tenhamos na cabeça
a seguinte frase: RECUPERAÇÃO AMBIENTAL É UMA QUESTÃO DE CIDADANIA.
BRENO PESSOA S. NOGUEIRA DA
CRUZ
Advogado Especialista em
Direito Socioambiental pela PUC/PR
Contato: breno.adv.ambiental@gmail.com