domingo, 29 de abril de 2012

RECUPERAÇÃO AMBIENTAL: UMA QUESTÃO DE CIDADANIA


A preocupação com as questões ambientais de maneira mais global se tornou nítida apenas a partir da metade do século XX, quando se passou a perceber o quão importante seria a conservação dos bens ambientais, uma vez que não renováveis.

         É irrevogável a idéia atual da chamada crise ambiental, haja vista que somos constantemente bombardeados por notícias midiáticas acerca de catástrofes, aquecimento global, extinção acelerada das espécies animais e demais formas de expressão agonizante advindas da natureza.

         Uma grande parte da sociedade moderna guarda o péssimo costume de supervalorizar o Estado, colocando toda a responsabilidade política, social e socioambiental nas mãos dele. Contudo, devemos lembrar que além da responsabilidade do Estado, existem também os deveres dos cidadãos, que, em especial, no que diz respeito às questões ambientais, podem sim surtir muitos efeitos positivos.

         A crise ambiental existe, ela é notória e não escolhe cor, raça, religião ou classe social, ela é uma crise que perpassa as fronteiras sociais, por isso, a mudança desse cenário se dá a partir de um trabalho de todos os seres humanos e não só dos representantes do Estado, o qual não deverá, entretanto, se abster de suas responsabilidades.

          Com pequenos gestos de educação ambiental, poderemos recuperar partes de um meio ambiente já debilitado. Podemos usar a dita consciência cidadã para melhorar a qualidade do meio ambiente e consequentemente a nossa qualidade de vida e das gerações futuras.

         Portanto, surge a pergunta: Quais são esses gestos?

         Simples! Olhemos para o meio ambiente como se ele fosse o quintal das nossas casas, ou melhor, como se ele fosse um parente bem próximo, como um filho, ou um neto. Assim, poderemos passar um pouco da nossa afetividade humana para com o espaço em que vivemos e que várias outras gerações terão o mesmo direito que nós: o de viver com qualidade de vida, desde que mantida a preocupação com a qualidade do ar, da água, do solo e das demais espécies animais.

         A partir do momento em que olharmos o meio ambiente desta maneira, iremos começar a fazer a nossa parte para tentar recuperá-lo.

         Mais uma pergunta surge: Por onde começar?

         Através de mudanças de atitudes, o que não significa nos tornarmos “cidadãos verdes”, ou ambientalistas radicais para fazermos a nossa parte, simplesmente sejamos cidadãos. Um cidadão se preocupa com a melhor maneira de coletar o seu lixo, com a quantidade de água que consome de maneira desnecessária e, também, com vistas a oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus filhos, netos e bisnetos.

Por isso, tenhamos na cabeça a seguinte frase: RECUPERAÇÃO AMBIENTAL É UMA QUESTÃO DE CIDADANIA.


BRENO PESSOA S. NOGUEIRA DA CRUZ
Advogado Especialista em Direito Socioambiental pela PUC/PR
Contato: breno.adv.ambiental@gmail.com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Prevfogo: 23 anos prevenindo e combatendo incêndios florestais


Criado em 10 de abril de 1989, O Centro nacional de Prevenção Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) completa 23 anos cheios de atividades. Os últimos anos foram marcados por intensos e extensos incêndios florestais no Brasil, nos quais o Ibama demonstrou   capacidade técnica na prevenção, no monitoramento e no combate, agilidade na movimentação de brigadas e na articulação com os parceiros, sempre visando a preservação dos biomas brasileiros. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta do Ibama e aumentar a eficiência na prevenção, impedindo que os incêndios ocorram.

O centro  compõe o Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais , instituído em 1998, e tem como finalidade desenvolver programas com o objetivo de ordenar, monitorar, prevenir e combater incêndios florestais, integrados pelos diversos níveis de governo.  Além disso, o Prevfogo também desenvolve e difunde técnicas de manejo controlado do fogo, capacita pessoas para difusão dessas técnicas e para sensibilização da população sobre os riscos do emprego inadequado do fogo.

O estabelecimento de níveis de prioridade de acionamentos de forças de trabalho das instâncias municipais, estaduais e federais como procedimento para atividades de combate e o fomento à criação dos Centros Integrados Multi Agências-CIMAN em vários estados estão entre os principais marcos consolidados pelo Prevfogo. Somado a isso, a expertise dos analistas do Ibama possibilitou a conquista de espaços importantes junto aos parceiros nacionais e internacionais gerando oportunidades para o intercâmbio de conhecimento e aprimoramento da capacidade técnica. 

Recentemente o Prevfogo coordenou o 1º Curso Internacional sobre Mudanças Climáticas Globais, Queimadas e Incêndios Florestais, promovido pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e  reuniu na sede do Ibama em Brasília representantes de mais de 25 países para trocar experiências sobre o tema.

Hoje o centro conta com cerca de 80 analistas e técnicos lotados em diferentes unidades do Ibama, além de 2 mil brigadistas com contratação prevista para esse ano, que serão alocados nos 108 municípios com maior incidência histórica de incêndios florestais. Os equipamentos utilizados no combate vão desde enxadas, abafadores, bombas costais até aeronaves preparadas para lançar grandes quantidades de água sobre a área queimada. 






FONTE: IMBAMA